Lição 1 - O mistério da Santíssima Trindade (1 Tri. 2026)
(Foto: Maique Borges) — Foto: Cooperadores do Evangelho

Tema Geral: A Santíssima Trindade — O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

Comentarista: Douglas Baptista
Data: 4 de janeiro de 2026


TEXTO ÁUREO

“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”
(Mateus 3.17)


VERDADE PRÁTICA

A doutrina da Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.


LEITURA DIÁRIA

  • Segunda: Mc 1.9-11 — A Trindade revelada no batismo de Jesus

  • Terça: Is 42.1 — O Servo do Senhor em quem Deus se compraz

  • Quarta: Mt 28.19 — A fórmula batismal trinitária

  • Quinta: 2Co 13.13 — A bênção apostólica trinitária

  • Sexta: Ef 4.4-6 — Um só Espírito, um só Senhor, um só Deus

  • Sábado: 1Pe 1.2 — A obra redentora do Deus Triúno


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 3.13-17


HINOS SUGERIDOS

Harpa Cristã: 4, 8 e 100


PLANO DE AULA


1. INTRODUÇÃO

Nesta lição inaugural, estudaremos a revelação da Santíssima Trindade a partir do batismo de Jesus, momento em que Pai, Filho e Espírito Santo se manifestam simultaneamente. O objetivo é compreender a unidade e a distinção das Pessoas divinas e a importância dessa doutrina para a fé cristã.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos

  1. Explicar a revelação trinitária no batismo de Jesus;

  2. Mostrar a unidade e distinção das Pessoas divinas;

  3. Enfatizar a importância da doutrina da Trindade.

B) Motivação
A Trindade revela o modelo perfeito de unidade, cooperação e harmonia na obra da salvação.

C) Método
Leitura bíblica orientada de Mateus 3.13-17, destacando a manifestação simultânea das três Pessoas divinas.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A fé cristã é essencialmente trinitária. Confessar, ensinar e viver essa doutrina preserva a integridade do Evangelho.


PALAVRA-CHAVE

TRINDADE


COMENTÁRIO DA LIÇÃO


INTRODUÇÃO

O batismo de Jesus é uma das mais claras revelações da natureza trinitária de Deus, apresentando o Filho, o Espírito Santo e o Pai em ação simultânea.


I. A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS


1. O batismo do Filho: a obediência de Cristo

Jesus, embora sem pecado, submete-se ao batismo para cumprir toda a justiça e identificar-se com a humanidade pecadora.

2. A descida do Espírito: a unção para o ministério

O Espírito Santo desce sobre Jesus como sinal público de sua unção messiânica e do início de seu ministério.

3. A voz do Pai: a aprovação celestial

O Pai confirma publicamente a identidade divina e messiânica do Filho.

Sinopse I:

A revelação trinitária no batismo de Jesus mostra a coexistência eterna e a atuação conjunta do Pai, do Filho e do Espírito Santo.



AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO


DEFINIÇÃO DE IGREJA

“BATISMO. O ritual iniciatório do cristianismo. O rito é de grande importância para conectar o indivíduo a Cristo e à comunidade maior de crentes. O batismo carrega uma igual medida de simbolismo e tradição, evocando uma conexão entre a circuncisão pactuada e a purificação ritual do AT e a regeneração e renovação do NT. O precursor imediato do batismo cristão foi o batismo de João Batista (Mt 3 e paralelos), um batismo de arrependimento para o perdão dos pecados, preparando os corações dos pecadores para a vinda do Messias. Jesus, embora sem pecado algum, foi batizado por João para ‘cumprir toda a justiça’ (Mt 3.15, NVI), identificando-se assim com os pecadores e com a missão de redenção que o Pai lhe havia confiado. João havia predito que o Messias traria ‘o batismo com o Espírito e com fogo’ (Mt 3.11). Os discípulos de Jesus continuaram o batismo de João durante o seu ministério terreno (Jo 4.1,2).

O batismo foi imediatamente importante na Igreja Primitiva, pois Jesus ordenara aos discípulos: ‘... fazei discípulos [...] batizando-os’ (Mt 28.19, ARA). Após a morte e a substituição de Judas, entre os ‘que conviveram conosco [...] desde o batismo de João’ (At 1.21,22). O primeiro sermão cristão foi: ‘Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado’ (2.38). Os apóstolos lideraram os novos crentes em Cristo imediatamente ao batismo (2.13,38; 8.9,10; 10.48; 16.15,33; 18.8; 19.5; 22.16).”

(LONGMAN III, Tremper (Ed.). Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.76).


II. A DISTINÇÃO E A UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS


1. Unidade e distinção pessoal

Deus é um só em essência, mas subsiste eternamente em três Pessoas distintas.

2. A pluralidade na unidade no Antigo Testamento

Textos do AT apontam para uma pluralidade interna na divindade, sem negar o monoteísmo.

3. A Trindade explicitada no Novo Testamento

O NT apresenta de forma clara a cooperação e igualdade das três Pessoas na obra da salvação.

Sinopse II:

A Trindade não ensina três deuses, mas um único Deus revelado como Pai, Filho e Espírito Santo.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO


DEFINIÇÃO DE IGREJA

“DEUS. O nome pessoal de Deus mais importante é Yahweh (YHWH), que é traduzido na maioria das bíblias por ‘O Senhor’. Na sarça ardente, no deserto de Horebe, Deus primeiramente revelou a Moisés o seu nome pessoal em forma de sentença: ‘EU SOU O QUE SOU’ (Êx 3.13-15). Embora ponto de debate, o nome divino “YHWH” parece originar-se de uma forma abreviada dessa frase. Jeová, que falou com Moisés e com seu povo na época do Êxodo, é o Deus que estava com Abraão, Isaque, Jacó. De acordo com o testemunho de Jesus, ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó’ é identificado como o Deus ‘dos vivos’ (Mt 22.32). [...] O Deus cristão da Bíblia é o Deus trino. Deus é um, porém existe em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito (Mt 28.19). O Filho é um com o Pai (Jo 10.30) e é identificado também como ‘Filho do homem’ e ‘Senhor’ e ‘Deus’ (Mt 1.25; Jo 20.28; 2Co 3.17,18; Gl 3.28; 5.3,4; 10.16; 1Tm 3.16; Tt 2.13; 2Pe 1.1). Todos os três compartilharam a mesma obra da criação (Gn 1.1-3), salvação (1Pe 1.2), habitação (Mt 28.18-20; At 16.6; Jo 14.17; 1Co 3.9,16).”

(LONGMAN III, Tremper (Ed.). Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.76).



III. A RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ

1. Desenvolvimento doutrinário

A doutrina trinitária emerge das Escrituras e foi afirmada nos concílios da Igreja Primitiva.

2. Implicações doutrinárias

A negação da Trindade gera heresias que comprometem a compreensão bíblica da salvação.

Sinopse III:

A doutrina da Trindade é indispensável para a integridade do Evangelho.


CONCLUSÃO

Crer na Trindade é crer no Deus verdadeiro que salva, se revela e se relaciona com o ser humano como Pai, Filho e Espírito Santo.




REVISANDO O CONTEÚDO

1. Por que Jesus desceu às águas do Jordão para ser batizado por João Batista, se Ele não precisava ser batizado como expressão de arrependimento?

Porque Ele quis identificar-se com os pecadores e cumprir toda a justiça. 

 2. O que significava a manifestação visível do Espírito no batismo de Jesus? 

 Foi a unção pública e visível para o início do seu ministério messiânico. 

 3. O que afirma a doutrina da Trindade no que diz respeito à unidade e distinção pessoal de Deus? 

 Que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas. 

 4. Qual a relevância do desenvolvimento doutrinário da Trindade para a fé cristã? 

 Preservar a verdade do Evangelho e a integridade da revelação de Deus. 

 5. Explique a diferença entre triteísmo, unitarismo e unicismo. 

 O triteísmo crê em três deuses separados; o unitarismo nega a divindade do Filho e do Espírito; o unicismo ensina que Deus se manifesta em modos diferentes, mas não como Pessoas distintas.



Revista Ensinador Cristão

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO



O MINISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Caríssimo(a) professor(a), a santa paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo seja com você! Estamos iniciando um novo trimestre de estudos com a revista Lições Bíblicas Adultos, editada pela CPAD. Nesta nova oportunidade, estudaremos sobre a natureza de Deus, que se revela em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Na Teologia, essa doutrina é conhecida como Doutrina da Trindade.

A estudo sobre a natureza trinitária de Deus é um dos ensinamentos mais importantes da fé cristã. Ele elucida, à luz das Escrituras, a revelação divina a partir das três Pessoas gloriosas que coexistem e atuam harmoniosamente na obra de redenção da humanidade. De modo sucinto, a base da doutrina da Trindade consiste em afirmar que o nosso Deus é um só em essência e triúno em pessoa. Trata-se de uma unidade composta, dinâmica e eterna que subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo (Ef 1.4; Jo 3.16; Rm 8.16). Compreender esse aspecto é fundamental para lidarmos com as falsas doutrinas que tentam negar a existência da Trindade e distanciar os indoutos da verdadeira fé em Deus. Dentre esses falsos ensinamentos que persistem em nossos dias está o unicismo.

O pastor Esequias Soares, na sua obra Manual de Apologética Cristã, editada pela CPAD, discorre que os unicistas “no Oriente eram chamados sabelianistas, pois o heresiarca Sabélio foi quem mais se destacou na propagação dessa heresia. Sabélio defendia uma forma inadequada da Trindade, ensinando que o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram apenas três aspectos da Divindade, sendo, portanto, uma mesma Pessoa, ou seja, Pai, Filho e Espírito Santo seriam nomes diferentes de uma mesma Pessoa. [...] O Credo Atanasiano, no seu quarto artigo de fé, afirma: ‘Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância’. Os unicistas confundem as Pessoas, mutilando a personalidade do Pai e do Filho com a doutrina das ‘manifestações’, que é uma maneira camuflada de negar Jesus como o Filho de Deus. A Bíblia diz que negar o Pai e o Filho traz a condenação [...] (1Jo 2.22,23)” (2002, pp.317,319).

A negação da existência da Trindade é uma das formas de afastar os cristãos do conhecimento de quem é Deus e, consequentemente, de como devemos nos relacionar com Ele. Portanto, conhecer profundamente esta doutrina é crucial para que não sejamos enganados.


Por: Douglas Baptista
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Douglas Baptista

Douglas Baptista

Douglas Baptista, líder da Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal, doutor em Teologia Sistemática, mestre em Teologia do Novo Testamento, pós-graduado em Docência do Ensino Superior e Bibliologia, e licenciado em Educação Religiosa e Filosofia; presidente da Sociedade Brasileira de Teologia Cristã Evangélica, do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e da Ordem dos Capelães Evangélicos do Brasil; e segundo-vice-presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das ADs de Brasília e Goiás, além de diretor geral do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas.