Delcy entregará 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, diz Trump
(Foto: Getty Images) — Foto: Cooperadores do Evangelho


O presidente Donald Trump divulgou hoje que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA.

O que aconteceu
Trump indica que o produto será vendido aos EUA e diz que ele controlará o dinheiro. "Este petróleo será vendido ao seu preço de mercado, e esse dinheiro será controlado por mim, como presidente dos EUA, para garantir que seja usado em benefício dos povos da Venezuela e dos EUA", escreveu na Truth Social.

Presidente afirma que pediu ao secretário de Energia, Chris Wright, para executar o plano imediatamente. Segundo a publicação, o petróleo será transportado por navios e levado para as docas de descarregamento nos EUA.

Petróleo já foi produzido e engarrafado, segundo a CNN Internacional. Segundo um alto funcionário do governo, que falou sob anonimato, a maioria do produto está em navios e será enviada para instalações norte-americanas no Golfo do México para ser refinada. Quantidade de barris divulgada parece muito, mas os EUA consumiram cerca de 20 milhões de barris por dia no mês passado.

Mais cedo, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que "nenhum agente externo" exerce o poder no seu país. "O governo da Venezuela vigora em nosso país, mais ninguém. Não há agente externo que governe a Venezuela. É o seu governo constitucional, o poder popular consolidado", declarou a presidente em um comunicado exibido na TV venezuelana.

Delcy Rodríguez toma posse
Ontem, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro. Na fala, a presidente interina se referiu a Maduro como presidente e chamou ele e a esposa, Cilia Flores, de heróis.

Rodriguez manteve conversas com os EUA antes da operação. Segundo a colunista do UOL Mariana Sanches, a vice-presidente e o irmão dela, Jorge Rodríguez - presidente da Assembleia Nacional -, conversaram com pessoas ligadas ao governo Trump por meses.

O contato acontecia sobretudo com o embaixador americano Richard Grenell, enviado presidencial para missões especiais na Venezuela. Conversas tratavam sobre os interesses de Washington de obter acordos com o regime chavista para exploração das reservas de minério e petróleo do país, e para a repatriação de centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que entraram de modo irregular nos EUA nos últimos anos.

No Brasil, Grenell ficou conhecido por ajudar a costurar o primeiro abraço entre Trump e Lula, à revelia do Departamento de Estado. Foi com Delcy e Jorge que Grenell negociou, logo nas primeiras semanas do segundo mandato de Trump, a libertação de seis americanos presos na Venezuela sob acusação de terrorismo, sem contrapartida por parte dos EUA além de uma foto do embaixador americano apertando a mão de Maduro.