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| (Foto: Reuters) — Foto: Cooperadores do Evangelho |
Segundo as emissoras CBS News e Fox News, forças norte-americanas estão por trás de uma série de ataques que atingiram Caracas na madrugada deste sábado (3), por volta das 2h locais (3h em Brasília). Testemunhas relataram fortes explosões e ruídos de aviões sobre a capital venezuelana, com colunas de fumaça próximas a uma base militar no sul da cidade. As informações foram confirmadas por autoridades do governo Donald Trump, sob anonimato, segundo as duas emissoras norte-americanas.
A Venezuela decretou "estado de emergência nacional" e denunciou uma "agressão militar" dos Estados Unidos após múltiplas explosões ocorridas na capital Caracas e em outras regiões do país na madrugada.
A Casa Branca e o Pentágono não comentaram os relatos nem as imagens que circulam nas redes sociais mostrando múltiplas explosões em diferentes pontos da cidade.
Maduro denuncia "agressão militar" e decreta estado de exceção
Em comunicado oficial, o governo venezuelano classificou os ataques como uma "grave agressão militar" contra o território e a população do país. Segundo o texto, as explosões atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira. "Essa agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais e coloca em risco a vida de milhões de pessoas", afirma o comunicado.
O presidente Nicolás Maduro declarou que o objetivo dos Estados Unidos seria "tomar os recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
Maduro convocou todas as forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização e rejeitar o que chamou de "ataque imperialista". Em seguida, assinou o decreto que estabelece estado de exceção em todo o território nacional. "Todo o país deve se mobilizar para vencer essa agressão", concluiu.
Repercussão internacional e alerta regional
O presidente colombiano Gustavo Petro, aliado político de Maduro, condenou os ataques e pediu uma reunião imediata da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU para avaliar a legalidade internacional da ação. "Alerta geral, atacaram a Venezuela", escreveu Petro em sua conta no X, acrescentando que os bombardeios seriam "ataques com mísseis" contra Caracas.
Diversos países latino-americanos criticaram as operações norte-americanas, classificando-as como "execuções extrajudiciais". Até agora, não há confirmação oficial sobre vítimas ou danos, mas a tensão cresce com o risco de escalada militar no continente. Analistas alertam para impactos diretos na economia regional, especialmente no preço do petróleo, e para possíveis reflexos diplomáticos no Brasil, que mantém relações comerciais com a Venezuela e depende da estabilidade na fronteira norte.
Com informações: Reuters e Portal UOL
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