Lição 2 - A Inspiração Divina da Bíblia (1 Tri. 2022)
(Foto: Maique Borges) — Foto: Cooperadores do Evangelho



TEXTO ÁUREO
“Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” (2Tm 3.16).

VERDADE PRÁTICA
A inspiração da Bíblia Sagrada é divina, verbal e plenária. Portanto, a Bíblia toda nos ensina, corrige e instrui.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — 2Pe 1.21
Os autores bíblicos escreveram inspirados pelo Espírito Santo

Terça — Rm 15.4
Tudo o que está escrito serve para o nosso ensino

Quarta — 2Co 4.7
As Escrituras não estão condicionadas às limitações de seus autores humanos

Quinta — 1Co 14.9-11
A linguagem bíblica busca alcançar a compreensão de todos

Sexta — Lc 24.44
Cristo reconheceu a inspiração divina do Antigo Testamento

Sábado — 1Pe 1.23
A Palavra inspirada pelo Espírito Santo opera na regeneração dos pecadores

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo 3.14-17; 2 Pedro 1.19-21.

2 Timóteo 3
14 — Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido,
15 — E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 — Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
17 — Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

2 Pedro 1
19 — E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração.
20 — Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21 — Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

HINOS SUGERIDOS
252, 456 e 558 da Harpa Cristã.

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO
Cremos que a Bíblia é inspirada divina, verbal e plenariamente, ou seja, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada aos nossos corações. Nesse sentido, trazer luz a respeito da importante doutrina da Inspiração das Escrituras é o objetivo maior desta lição. Todo trabalho pedagógico deve concorrer para isso. Nossos alunos, ao final desta lição, devem aprofundar as raízes de sua fé na inspiração divina da Bíblia.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: I) Refletir que a própria Bíblia reivindica sua inspiração divina; II) Evidenciar que as limitações humanas não anulam a inspiração divina da Bíblia; III) Explicitar que o Espírito Santo atua na regeneração e iluminação do pecador e, por isso, nos ajuda a compreender as Escrituras.
B) Motivação: O que faz a Bíblia ser diferente de todos os outros livros? Por que a Bíblia está acima da literatura de William Shakespeare, dos romances de Machado de Assis ou de outras obras clássicas? A resposta para essas perguntas está na transformação que o leitor sofre dentro de si enquanto lê a Bíblia com o auxílio do Espírito Santo.

C) Sugestão de Método: Apresente relatos que mostram o quanto as pessoas que leram a Bíblia foram impactadas; e quantas vidas foram transformadas a partir do contato com as Escrituras. Você pode fazer pesquisas em sites especializados ou em obras de história da Igreja.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: Conclame os alunos, a toda vez que se prepararem para ler a Bíblia, a pedir o auxílio do Espírito Santo. A Bíblia é um livro divino, por isso, precisamos do divino auxílio para lê-la e compreendê-la.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Inspiração Divina da Bíblia” aprofunda o conceito de Inspiração Divina apresentado no primeiro tópico; 2) O texto “Fundamentos bíblicos para uma filosofia de ensino” traz uma reflexão a respeito da Bíblia como fundamento inspirador para o ensino, conforme o segundo tópico.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A inspiração divina das Escrituras foi operada sobrenaturalmente pelo Espírito Santo, que nos deu a Bíblia, a única revelação escrita de Deus para a humanidade. Nesta lição, veremos que a inspiração da Bíblia é divina, verbal e plenária. Nesse sentido, a Bíblia Sagrada é para o crente salvo a inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus.

Palavra-Chave:
INSPIRAÇÃO

I. A DOUTRINA DA INSPIRAÇÃO BÍBLICA

1. A inspiração bíblica é divina.
2. A inspiração bíblica é verbal.
3. A inspiração bíblica é plenária.

SINOPSE I
A Bíblia é a inspirada Palavra de Deus. Seus autores a escreveram inspirados pelo Espírito Santo e os seus livros têm o mesmo grau de autoridade.

GILBERTO, Antônio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros

SUBSÍDIO TEOLÓGICO


“A Inspiração Divina da Bíblia

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina (Jó 32.8; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21). É devido à inspiração divina que ela é chamada a Palavra de Deus […] — Que vem a ser ‘inspiração divina’? — Para melhor compreensão, vejamos primeiro o que é inspiração. No sentido fisiológico, é a inspiração do ar para dentro dos pulmões. É pela inspiração do ar que temos fôlego para falar. Daí o ditado ‘Falar é fôlego’. Quando estamos falando, o ar é expelido dos pulmões: é o que chamamos de expiração. Pois bem, Deus, para falar a sua Palavra através dos escritores da Bíblia, inspirou neles o seu Espírito! Portanto, inspiração divina é a influência sobrenatural do Espírito Santo como um sopro, sobre os escritores da Bíblia, capacitando-os a receber e transmitir a mensagem divina sem mistura de erro. A própria Bíblia reivindica para si a inspiração de Deus, pois a expressão ‘Assim diz o Senhor’, como carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros; isso além de outras expressões equivalentes”

(GILBERTO, Antônio. A Bíblia através dos Séculos: A história e formação do Livro dos livros. 2ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.41).




GANGEL, Kenneth O.; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão

SUBSÍDIO TEOLÓGICO


“Fundamentos bíblicos para uma filosofia de ensino

Uma filosofia cristã de ensino começa na Bíblia e faz parte do conceito maior de educação cristã. A Palavra de Deus oferece mais do que o conteúdo do ensino cristão; fornece também a estrutura filosófica essencial. Questões fundamentais, como: ‘Porque ensinar?’; ‘Que resultados devemos esperar?’; ‘Quem é o mediador do ensino cristão?’; ‘Como devemos ensinar?’; e ‘A quem devemos ensinar?’ encontram respostas provocativas na Bíblia. Um mandato e uma meta claramente definidos emaranham-se de forma precisa com os notáveis discernimentos das Escrituras sobre o professor, o aluno e Deus para, com isso, formar uma superestrutura estável. Cada ensinador cristão constrói uma filosofia pessoal de ensino ao entender, correta ou incorretamente, a estrutura bíblica. Portanto, o desafio de construir uma filosofia verdadeiramente cristã começa de maneira correta examinando cada parte do componente fornecido pela Bíblia”

(GANGEL, Kenneth O.; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.66).



Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal

AMPLIANDO O CONHECIMENTO


A Inspiração

“As Escrituras eram sopradas por Deus à medida que o Espírito Santo inspirava seus autores a escrever em prol de Deus. Por causa de sua incitação e superintendência, as palavras dos escritores eram verdadeiramente a Palavra de Deus. Pelo menos em alguns casos, os escritores bíblicos tinham consciência de que a sua mensagem não era meramente sabedoria humana, mas ‘as palavras que o Espírito Santo ensina’ (1Co 2.13)”. Amplie mais O seu conhecimento, lendo a Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal, CPAD, p.115.


III.O ESPÍRITO SANTO E A BÍBLIA

1. A inspiração do Antigo Testamento.
2. A inspiração do Novo Testamento.
3. A obra da regeneração e a iluminação.


SINOPSE III
A Bíblia reivindica a inspiração do Espírito Santo em todas as palavras das Escrituras.

CONCLUSÃO
A Bíblia é a Palavra de Deus escrita. Ela foi inspirada verbalmente, e seus autores a escreveram inspirados pelo Espírito Santo. A inspiração da Bíblia é plena, todos os livros e palavras da Bíblia têm total e completa autoridade. Esse ensino concorda com a nossa Declaração de Fé que professa crer “na inspiração divina verbal e plenária da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé e prática para a vida e o caráter cristão”.

VOCABULÁRIO

Alegoria: Modo de expressão que procura representar pensamentos e ideias sob forma figurada.
Hipérbole: Figura de linguagem que consiste no exagero de uma expressão ou ideia. Exemplos: “Morrer de rir”, “chorar rios de lágrimas”.
Símile: Figura de linguagem que denota o que é semelhante, análogo. Exemplos: “Sedes prudentes como a serpente”.
Sinal diacrítico: Sinal gráfico que junto à letra altera sua fonologia. Exemplos: acento agudo, cedilha, til etc.

REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que as Escrituras reivindicam?
As Escrituras reivindicam que a mensagem bíblica veio da parte de Deus.

2. O que é Inspiração Plenária?
A inspiração plenária da Bíblia é a inspiração total e completa, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento.

3. Cite um gênero literário e três figuras de linguagens.
Narrativa; parábola, hipérbole e metáforas.

4. Quais os dois pressupostos básicos de inspiração divina do Novo Testamento?
O Novo Testamento possui dois pressupostos básicos de sua inspiração: a) a promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo para guiar os discípulos (Jo 14.26); b) os escritos bíblicos que vindicam esse cumprimento (At 2.4; 1Co 2.10; Ef 3.5).

5. O que não é possível acontecer sem que haja o mover do Espírito Santo?
Sem o mover do Espírito não é possível nem aceitar e nem entender a Palavra de Deus (Mt 13.15; 1Co 2.14).

Revista Ensinador Cristão

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


A INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA

A doutrina da inspiração divina da Bíblia é central para o crente tê-la e cultivá-la como a única regra de fé e prática. Essa inspiração divina está clara na própria Bíblia, pois ela a reivindica para si (Êx 24.4; 2Tm 3.16). Mas o que seria o processo de inspiração divina que faz da Bíblia a Inspirada, Inerrante e Infalível Palavra de Deus?

O que não é a inspiração divina da Bíblia?

Para responder a essa pergunta, começaremos sobre o que não é o processo de inspiração divina da Bíblia. Assim, é importante considerar o que escreveu o teólogo e mestre pastor Antônio Gilberto. Em sua obra, “A Bíblia através dos Séculos: a história e formação do Livro dos livros”, editada pela CPAD, o pastor Gilberto alerta sobre as falsas teorias a respeito da doutrina da inspiração da Bíblia; 1) a Bíblia teria sido inspirada naturalmente pelos homens; 2) que a Bíblia teria uma inspiração comum como hoje nós temos em nossas orações, pregações, cânticos etc.; 3) que a Bíblia é parcialmente inspirada, ela não seria plenamente a Palavra de Deus; 4) que a Bíblia teria sido ditada verbalmente, sem a atividade e o estilo do autor sagrado (como se os autores fossem máquinas); 5) que a Bíblia seria inspirada somente nas ideias, mas não nas palavras (pp.42-44).

Provavelmente, você já deve ter se deparado com pelos menos uma dessas falsas teorias. Todas elas rebaixam a Bíblia como Palavra de Deus, colocando-a no mesmo patamar de obras com inspiração meramente humana.

O que queremos dizer com a Inspiração Divina da Bíblia?

Como crentes de tradição pentecostal, afirmamos a Inspiração Plenária e Verbal da Bíblia. Conforme o pastor Antônio Gilberto explica, essa doutrina ensina que a Bíblia toda é a Palavra de Deus, tanto em seus ensinos quanto em seu vocabulário; que os escritores não estavam inconscientes no processo de escrita do livro sagrado, que houve uma cooperação intensa e permanente entre o Espírito Santo e os santos escritores (p.44). Entretanto, “explicar como Deus agiu no homem, isso é difícil! Se, no ser humano, o entrosamento do espírito com o corpo é um mistério inexplicável para os mais sábios, imagine o entrosamento entre o Espírito de Deus com o espírito do homem!” (p.44). Portanto, ter um adequado entendimento dessa importante doutrina trará crescimento e maturidade espiritual para o seus alunos.